PRESIDENTES DO BRASIL
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
MANUEL DEODORO DA FONSECA (Deodoro da
Fonseca) – 1889 – 1891
Nasceu na cidade velha de Alagoas (hoje
Marechal Deodoro) a 5 de agosto de 1827, filho do tenente-coronel Manuel
Mendes da Fonseca e D. Rosa Maria Mendes da Fonseca. Em 1945, ingressou no
Exército. Tomou parte em várias campanhas, sendo promovido até o posto de
marechal – de – campo. Distinguiu-se por extraordinária bravura na Guerra da
Paraguai. Gozava de enorme prestígio entre os militares e era considerado líder
da sua classe. A 15 de novembro de 1889, chefiou o movimento que depôs o último
gabinete da monarquia presidido pelo Visconde de Ouro Preto, proclamando a
República. Nos mesmo dia foi aclamado chefe do Governo Provisório e como tal conseguiu
a adesão de todos os Estados para os quais nomeou governadores; estabeleceu à
separação da Igreja do Estado, o casamento civil, promulgou o novo Código Penal
e aprovou a nova bandeira da País. Convocou a Assembleia Constituinte que
aprovou a Primeira Constituição Republicana em 24 de fevereiro de 1891. Eleito
pela Assembleia, assumiu a Presidência da República. Entretanto em
conflito com o Poder Legislativo, dissolveu o Congresso Nacional, o que
provocou reação por parte da Marinha, comandada pelo Almirante Custódio de
Melo. Preferiu renunciar a enfrentar uma guerra civil, passando o poder ao
vice-presidente, com ele eleito pela Constituinte, Marechal Floriano Peixoto.
Faleceu no Rio de Janeiro a 23 de Agosto de 1892.
FLORIANO VIEIRA PEIXOTO (Floriano
Peixoto) 1891 – 1894
Nasceu na Vila Ipioca.
Província de Alagoas, a 30 de Abril de 1939, filho de Manuel Vieira Peixoto e
D. Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto. Acentou praça em 1857, atingindo
o posto de Marechal – de – Campo. Distinguiu-se pela bravura na Guerra do
Paraguai. Foi presidente da Província de Mato Grasso e ocupou o cargo de
ajudante-general do Exército. Com a renúncia de Deodoro, assumiu a chefia do
Governo e exerceu-o até 15 de novembro de 1894. Durante seu governo eclodiram
duas revoluções: a Federalista, no Rio Grande do Sul, e a da Armada, no Rio de
Janeiro, chefiada pelo Almirante Saldanha da Gama. Floriano reconvocou o
Congresso e resistiu aos 2 movimentos revolucionários, despertando forte
movimento nacionalista, sendo cognominado, por isso, Marechal de Ferro, e
Consolidor da República. Enfrentou grande oposição parlamentar e foi implacável
em relação aos oficiais que representaram contra sua permanência no Governo.
Era membro do Supremo Tribunal Militar. Faleceu em Cambuquira, Minas Gerais, a
29 de julho de 1895. É até hoje venerado como defensor do espírito republicano,
tendo rompido relações com Portugal por terem os navios dessa nação dado asilo
aos oficiais da marinha rebeldes.
PRUDENTE JOSÉ DE MORAIS BARROS
(Prudente de Morais) 1894 – 1898
Nasceu em Itu, São Paulo, a 4 de
outubro de 1841. Era filho de José Marcelino de Barros e D. Catarina Maria de
Barros. Bacharel em Direito pela Faculdade de São Paulo em 1863, exerceu
advocacia em Piracicaba. Foi eleito deputado à Assembleia Provincial, primeiro
pelo Partido Liberal e, depois, pelo Partido Republicano. Em 1885 elegeu-se
para a Câmara dos Deputados. Integrou a Assembleia Constituinte Republicana
como senador, sendo eleito para presidi-la. Concorreu com o Marechal Deodoro à Presidência
da República. Em 1894, foi escolhido Presidente da República, em eleição
direta, tomando posse a 15 de novembro. Restabeleceu relações com Portugal e
resolveu pacificamente o conflito com a Inglaterra que ocupava nossa Ilha
Trindade. Sob seu governo foi o Brasil vitorioso por arbitragem dos Estados
Unidos, na questão de limites com a Argentina, conhecida como Questão das
Missões. Também firmou-se com a França um tratado para resolver a Questão do
Amapá, com arbitragem da Suíça. Em virtude de doença, passou o exercício do
governo ao vice-presidente Manuel Vitorino Pereira, de 10 de novembro de 1894 a
5 de março seguinte. Sofreu um atentado por um soldado fanático a 5 de novembro
de 1897, no qual tombou mortalmente o Ministro da Guerra, Marechal Machado
Bittencourt, que defendeu o presidente. No seu governo iniciou-se o conflito de
Canudos. Faleceu em 1902.
MANUEL FERRAZ DE CAMPOS SALES (Campos Sales) 1898 – 1902
Nasceu em Campinas, São Paulo, a 13 de fevereiro de 1841, filho de
Francisco de Paula Sales e D. Ana Cândida de Sales. Bacharelou-se em Direito na
Faculdade de São Paulo. Foi deputado provincial pelo Partido Liberal em 1867.
Aderiu ao Partido Republicano, sendo um dos signatários do Manifesto
republicano de 1870. Foi eleito deputado geral em 1885. Proclamada a República,
foi Ministro da Justiço da Governo Provisório. Senador na Constituinte de 1890,
interrompeu o mandato por Ter sido eleito presidente do Estado de São Paulo.
Eleito Presidente da República, de 15 de novembro de 1898 a 15 de novembro de
1902, visitou a Argentina em caráter oficial, passando o exército do Governo a
Francisco de Assis Rosa e Silva de 19 de outubro a 08 de novembro de
1900. O seu governo caracterizou-se pela atenção dada à situação financeira do
País. Antes de assumir o Governo, visitou a Europa, onde entrou em entendimento
com os credores, estabelecendo uma severa política fiscal a cargo do Ministro
da Fazenda Joaquim Murtinho. Para fortalecer o Governo estabeleceu a chamada
"política dos governadores", pela qual as bancadas dos Estados
prestigiadas pelos chefes das unidades teriam o reconhecimento assegurado em
troca de apoio que dariam ao Governo Federal. A severidade na cobrança dos
impostos diminuiu-lhe a popularidade, mas, ao deixar o Governo, as finanças se encontravam
em boas situações. Em 1906, voltou a ocupara a cadeira de senador por São
Paulo. Faleceu a 28 de junho de 1913.
FRANCISCO DE PAULA RODRIGUES ALVES
(Rodrigues Alves) 1902 – 1906
Nasceu em Guaratinguetá, São Paulo, a
07 de junho de 1841. Estudou no Colégio Pedro Segundo, bacharelou-se em Letras
e diplomou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Pertencia ao Partido
Conservador pelo qual foi eleito deputado provincial e geral. Foi presidente da
Província de São Paulo em 1887, recebendo o título de Conselheiro. Aderindo a
República, foi deputado à Constituinte em 1890. Em 1891 foi nomeado a Ministro
da Fazenda sob o Governo de Marechal Floriano. Em 1893 foi eleito senador por
seu Estado, renunciando em 1894, para ocupar a pasta da Fazenda no Governo
Prudente de Morais. Foi o negociador da consolidação dos empréstimos externos (
funding-loan ) com os banqueiros ingleses Rothschild. Foi eleito presidente de
São Paulo em 1900 e presidente da República em 1902. Governou o País de 15 de
novembro de 1902 a 15 de novembro de 1906. Durante o seu mandato realizou-se a
reforma urbana do rio de Janeiro sob os planos do Engenheiro Pereira Passos e o
saneamento da cidade, extinguiu-se a febre amarela pela ação do higienista
Osvaldo Cruz. Sua administração financeira foi das mais bem-sucedidas. Deixou a
Presidência com grande prestígio, sendo chamado "O Grande
Presidente". Em 1912, foi novamente eleito Presidente de São Paulo. Em
1916, voltou a ocupar uma cadeira no Senado Federal, representando seu Estado.
Em 1919, único exemplo da nossa história, foi eleito Presidente da República,
não se empossando por motivo de doença. Faleceu no Rio de Janeiro em 16 de
janeiro de 1919, estando no exercício do cargo o vice-presidente Delfim
Moreira.
AFONSO AUGUSTO MOREIRA PENA (Afonso
Pena) 1906 – 1909
Nasceu em Santa Bárbara, em Minas
Gerais, a 30 de novembro de 1947. FOI aluno do Colégio Caraça, dirigido pelos
Padres Lazaristas. Bacharelou-se e doutorou-se em Direito pela Faculdade de São
Paulo. Foi deputado provincial e geral pelo Partido Liberal e ministro de
várias pasta durante a Monarquia, recebendo o título de Conselheiro. Aceitando
a República, foi constituinte do Estado de Minas Gerais e, em seguida, seu
presidente. Durante o governo de Rodrigues Alves, presidiu o Banco do Brasil, e
ocupou a vice-presidência da República. Foi eleito presidente a 01 de março de
1906. Suas principais obras foram: representação do Brasil na Conferencia de
Haia; construção de mais de 4 mil Km de ferrovias; incentivo à indústria e o
povoamento do solo. Com a morte do governador de Minas, João Pinheiro, seu
sucessor natural, criou-se um impasse político. Afonso Pena tentou lançar o
nome de seu Ministro David Campista, ao qual se contrapôs o nome do Ministro da
Guerra, Marechal Hermes da Fonseca. Em meio à crise sucessória, Afonso Pena
faleceu, no Palácio do Catete, a 14 de junho de 1909.
NILO PROCÓPIO PEÇANHA (Nilo Peçanha)
1909 – 1910
Nasceu a 02 de outubro de 1867 em
Campos, Estado do Rio de Janeiro. Estudou Direito em São Paulo e depois no Recife,
onde se formou. Participou das campanhas abolicionista e republicana, iniciando
sua vida política em 1890 ao ser eleito a Assembleia Constituinte. Em 1903 foi
sucessivamente senador e presidente do Estado do Rio, permanecendo neste cargo
até 1906 quando foi eleito, na chapa de Afonso Pena, vice-presidente da
República. Em 1909, com a morte de Afonso Pena, assumiu a Presidência. Embora
curto, o seu governo foi marcado pela agitação política em razão a suas
divergências com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador. Em
consequência da campanha civilista, tornaram-se mais agudos os conflitos entre
as oligarquias estaduais, sobretudo de Minas Gerais e São Paulo. Nilo Peçanha
criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, Serviço de Proteção ao
Índio e inaugurou no Brasil e ensino técnico profissional. Ao fim de seu
mandato, voltou ao Senado e dois anos mais tarde foi eleito à presidência do
Estado, cargo que renunciou em 1917 para assumir a pasta das Relações
Exteriores. Eleito novamente senador em 1918, encabeçou em 1921 a chapa de
Movimento Reação Republicana, que tinha por objetivo contrapor o liberalismo
político contra a política vigente das oligarquias estaduais. Morreu em 1924 no
Rio de Janeiro afastado da vida política.
Hermes Rodrigues da Fonseca (Hermes da
Fonseca) 1910 – 1914
Militar, nasceu em São Gabriel, Rio
Grande do Sul, em 1855, e era sobrinho de Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1889,
Hermes da Fonseca participou da Revolta Republicana com Marechal Deodoro. De
quem foi ajudante – de – campo e secretário militar. Dirigiu o Arsenal da
Guerra da Bahia, fundou e dirigiu a Escola dos Sargentos, durante o governo de
Floriano Peixoto. A 15 de novembro de 1910 venceu a campanha civilista que
apoiava Rui Barbosa e assumiu a Presidência da República. Logo após sua posse
várias revoltas eclodiram e foram combatidas pelas tropas governamentais. Ainda
durante o seu governo iniciou-se a política de "salvações iniciais",
sério de intervenções militares nos Estados, visitando ao expurgo de elementos
da oposição, cujo prestígio combatia com a autoridade da Presidência. Depois de
deixar a Presidência, foi eleito senador pelo Parido Republicano Conservador
(PRC), mais não assumiu. Em 1922 envolveu-se na Revolta do Forte de Copacabana,
sendo preso por seis meses, ao fim dos quais retirou-se para Petrópolis, onde
morreu em 9 de setembro de 1923.
Venceslau Brás Pereira Gomes
(Venceslau Brás) 1914 – 1918
Nasceu em São Caetano da Vargem Grande,
hoje Brasópolis, antigo Distrito de Itajubá, Minas Gerais, a 26 de fevereiro de
1868. Mineiro, vice-presidente de Hermes da Fonseca. Sua carreira política foi
rápida e intensa: deputado estadual de 1892 a 1898; secretário do Interior do
governo de Minas Gerais de 1898 a 1902; deputado federal de 1903 a 1908 e
Presidente do Estado de Minas Gerais de 1909 a 1910, completando o mandato do
falecido João Pinheiro. Candidato único à eleição. Governou durante toda a
Primeira Guerra Mundial. Os conflitos estaduais se seguiram. Enfrentou a
Campanha do Contestado no Paraná. Terminado o mandato, retirou-se da vida pública
e faleceu a 15 de maio de 1966 em Itajubá, Minas Gerais.
Francisco de Paula Rodrigues Alves: (2º Mandato):
Faleceu antes de tomar posse do cargo Precedido
por: Venceslau Brás Sucedido por: Delfim
Moreira Tipo de eleição: Direta
Votos recebidos: 386.467 (trezentos e oitenta e
seis mil quatrocentos e sessenta e sete) Observação:
No dia 15.11.1918, não podendo o Presidente Rodrigues Alves empossar-se no
cargo, em virtude da precariedade do seu estado de saúde, vindo a falecer em
16.01.1919, assumiu a Presidência da República, interinamente, o
Vice-Presidente Delfim Moreira. Data de Nascimento: 7 de julho de 1848 Local de Nascimento: Guaratinguetá (SP) Data da Morte: 16 de Janeiro de 1919 Local da Morte: Rio de Janeiro (RJ) Primeira-dama: Ana Guilhermina de Oliveira Braga
Partido: Político: PRM Profissão: Advogado. Francisco de Paula Rodrigues
Alves Data de Nascimento: 7 de julho de
1848 Local de Nascimento: Guaratinguetá
(SP) Data da Morte: 16 de Janeiro de 1919
Local da Morte: Rio de Janeiro (RJ) Primeira-dama: Ana Guilhermina de Oliveira Braga
Partido: Político: PRM Profissão: Advogado
Delfim Moreira da Costa Ribeiro (Delfim
Moreira) 1918 – 1919
Nasceu em Cristina, Minas Gerais, em
1868. Pertencente à geração de republicanos históricos mineiros, foi deputado
estadual de 194 a 1902, sendo nomeado secretário do Interior de Minas Gerais
pelo Governador Francisco Sales, permanecendo no cargo de 1902 a 1906. No
ano seguinte foi eleito senador estadual e, em 1909, deputado federal, cargo a
que renunciou um ano depois, quando foi novamente nomeado Secretário do
Interior de Minas Gerais. Presidente deste Estado em 1914, ocupou o cargo até
1918, quando foi eleito vice-presidente na capa de Rodrigues Alves. Como o
presidente eleito não pudesse assumir, Delfim Moreira foi empossado e manteve o
ministério que Rodrigues Alves nomeara. Seu estado de saúde, com tudo também,
não era bom, e foi Afrânio de Melo Franco, ministro da Viação, quem assumiu
temporariamente os encargos do Governo. Após o falecimento de Rodrigues Alves,
Delfim Moreira assumiu a Presidência. No seu governo, o Brasil se fez
representar na Conferência de Paz, em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa, eleito
Presidente da República a 13 de maio, em disputa como candidato da oposição,
Rui Barbosa. Logo após a volta do novo presidente do exterior, Delfim Moreira
passou-lhe o cargo em 28 de julho de 1919, voltado à vice-presidência. Morreu
em 1 de julho de 1920.
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa
(Epitácio Pessoa) 1919 – 1922
Nasceu em Umbezeiro, Paraíba, em 23 de
maio de 1865. Ministro da Justiça no governo de Campos Sales: exerceu
simultaneamente o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal e procurador-geral
da República de 1902 a 1905.Foi eleito Presidente da República, tomando posse
em 28 de julho de 1919, em substituição de Rodrigues Alves, que falecera antes
de tomar posse. Ao deixar a Presidência da República, foi eleito Ministro da
Corte Permanente da Justiça Internacional do Haia, mandato que exerceu até
novembro de 1930. Seus principais atos como Presidente da República
foram: a construção de açudes no nordeste; a criação da Universidade do
Rio de Janeiro – a primeira do Brasil; a comemoração do primeiro Centenário da
Independência, e a inauguração da primeira estação de rádio. Durante seu
mandato o País sofreu grave crise econômico-financeira, sendo contratado um
empréstimo com a Inglaterra para fazer frente a uma terceira valorização do
café. A sua administração foi marcada por greves e agitações políticas, como a
da Bahia, Maranhão e Pernambuco – A que respondeu com intervenção federal. A
nomeação de ministros civis para as pasta militares deu inicio a uma crescente
insatisfação que culminou com o fechamento do Clube Militar e a prisão de seu
presidente, o Marechal Hermes da Fonseca. O levante do Forte de Copacabana, em
5 de julho de 1922, da Escola Militar do Rio de Janeiro, e da guarnição de Mato
Grasso, foi declarado estado se sítio por 30 dias, prorrogado, sucessivamente,
até 1926, faleceu em 13 de fevereiro de 1942.
Artur da Silva Bernardes (Artur
Bernardes) 1922 – 1926
Nasceu em Viçosa, Minas Gerais, em 8 de
agosto de 1875. Em 15 de novembro de 1922, Artur Bernardes foi eleito com o
apoio de São Paulo e Minas para a Presidência da República depois de acirrada
campanha, cujo candidato oposicionista era Nilo Peçanha, que contava com o
apoio da "Reação Republicana", formada pelos estados da Bahia,
Pernambuco, Rio de Janeiro e o Partido Republicano do Rio Grande do Sul. O
governo de Artur Bernardes foi marcado por vários movimentos revoltosos, como:
a Revolta no Rio Grande do Sul contra a continuidade de Borges de Medeiros no
Governo do Estado; a Revolta em São Paulo, chefiada por Isidoro Dias Lopes e
promovida pelos "Tenentes"; a coluna Prestes – Miguel Costa – União
das Duas Colunas Revolucionárias de Paulistas e Gaúchos; o Motim de Couraçado
São Paulo, que ameaçava bombardear o Palácio do Catete. Enfrentou a Revolta do
Forte de Copacabana, consequência direta dos problemas com os militares. Teve
início o movimento Tenentista. No final de seu mandato, em 1926, o Presidente
conseguiu fortalecer o Poder Executivo através de uma reforma na
Constituição de 1891.Governou sob Estado de Sítio durante 44 meses. Faleceu no
Rio de Janeiro em 23 de março de 1955
Washington Luís Pereira de Souza
(Washington Luís) 1926 – 1930
Nasceu no Rio de Janeiro, mas eleito
por São Paulo, procurou concentrar poderes em suas mãos e pacificar o país.
Libertou presos políticos e diminuiu a censura à imprensa. Suspendeu o Estado
de Sítio. Propagou um discurso anticomunista. A Quebra da Bolsa de Nova York,
em 1929, levou à baixo todos os seus projetos econômicos. O preço do café
desabou, levando a uma crise séria. Lançou Júlio Prestes, paulista, para sua
sucessão, quebrando a ordem do Café com Leite. Não terminou seu mandato, sendo
deposto por Getúlio Vargas, que liderou a Revolução de 30. Faleceu em São Paulo
a 4 de agosto de 1957.
15º - Júlio Prestes de Albuquerque
nasceu dia 15 de março de 1882, em
Itapetininga, interior de São Paulo. Filho do coronel Fernando Prestes de
Albuquerque, eleito presidente de São Paulo (1898-1900), cargo que atualmente é
denominado “governador”, e de Dona Olímpia de Sant’Anna Prestes, Júlio seguiu
os passos do pai e teve importante carreira política. Sendo assim, cursou os
estudos primários em sua cidade natal e os secundários no Ginásio do Estado, na
cidade de São Paulo. Em 1906, formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo,
exercendo a profissão de advogado e, mais tarde, destacou-se na política. Casou
com Alice Viana Prestes, com quem teve 3 filhos. Faleceu em São Paulo, dia 9 de
fevereiro de 1946, com 63 anos. Júlio Prestes foi um dos presidentes eleitos do Brasil pelo
voto popular no período da República Velha (1889-1930), após o governo de
Washington Luís. Entretanto, foi impedido de exercer o cargo, devido ao golpe
de 1930, liderado pelo político Getúlio Vargas. Destacou-se também na
literatura e nas leis, exercendo a profissão de advogado.
A Aliança Libertadora
não ficou satisfeita com o resultado e articulou um
golpe para tomar o poder da mão dos paulistas. No episódio que ficou conhecido como Revolução de 1930, a
Aliança Libertadora exigiu a deposição de Washington Luís da presidência vinte
e um dias antes do término de seu mandato, em 24 de outubro.
Permanece
no poder a Junta Governativa Provisória,
composta por:
General Augusto
Tasso Fragoso,
General João
de Deus Menna Barreto e
Contra-Almirante José
Isaías de Noronha (respectivamente, acima). Eles comandam o
país por apenas 10 dias, até entregarem o poder a Getúlio Vargas, que obtinha
apoio popular a partir da Aliança Libertadora. Getúlio Vargas assume no dia 3
de novembro de 1930, pondo fim à República
Velha e a
política do “café-com-leite”.
República Nova
Getúlio Dornelles Vargas (Getúlio
Vargas) 1930 – 1945
Nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul.
Bacharel em Direito, foi deputado estadual, deputado federal, governador do Rio
Grande do Sul e ministro da Fazenda no governo de Washington Luís. Chefe do Governo
Provisório organizado logo após a vitória da Revolução de 1930, até 1934,
quando foi eleito presidente da República pela Assembleia Constituinte. Durante
o Governo Provisório, o Código Eleitoral estabeleceu o voto secreto, a Segunda
Constituição Republicana, que, entre outras determinações, instituiu o salário
mínimo e a Justiça do Trabalho. Sob o pretexto de um golpe comunista
(Plano Cohen), em 1937, Vargas dissolveu o Congresso e os partidos políticos.
Estabelecido o Estado Novo com o golpe, outorgou a Carta de 1937, que
fortaleceu o poder executivo. A economia brasileira foi dirigida no sentido de
atender aos interesses nacionais, com ênfase na diversificação agrícola e no
desenvolvimento industrial. Datam desse período a criação do Conselho Nacional
do Petróleo, o planejamento da Hidrelétrica de São Francisco, a Companhia
Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda. Devido a Consolidação das Leis do
Trabalho e à valorização dos Institutos de Previdência Social. Vargas tornou-se
o líder dos trabalhadores. O fim da guerra (1939 – 1945) e a articulação
liberal exigiam a redemocratização do País. No início de 1945, pelo Ato
Adicional e outras medidas. Vargas autorizou eleições para presidente e para
uma Assembleia Constituinte. Decrescentes, as Forças Armadas forçaram a sua
renúncia em 29 de outubro de 1945.
Eurico Gaspar Dutra (Eurico Dutra) 1946
– 1951
Nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, no dia
18 de maio de 1883. Eleito com larga vantagem Dutra assumiu o Governo no mesmo
dia em que instalou a Assembleia Constituinte (31 de janeiro de 1946).A
promulgação da Quarta Constituição republicana (18 de setembro do mesmo
ano) foi o fato mais relevante do seu governo. A Carta estabeleceu a
responsabilidade do Presidente e de seus ministros de Estados perante o Congresso
e assegurou aos cidadãos os direitos do liberalismo político além de manter os
direitos adquiridos, anteriormente, pelos trabalhadores. Em seu governo foi
construídas a rodovia Rio – São Paulo (Via Dutra) e a Companhia Hidrelétrica de
São Francisco. As revelações diplomáticas com a URSS foram cortadas e foram
caçados os direitos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) . Faleceu no Rio de
Janeiro em 11 de junho de 1974.
Getúlio Dornelles Vargas (Getúlio
Vargas) 1951 – 1954
Após a sua renúncia em 1945, Vargas foi
eleito senador ao mesmo tempo por São Paulo e por Rio Grande do Sul e a
deputado federal por seis Estados. Em 1950, concorreu à Presidência da
República, tendo como candidato a vice João Café Filho. Eleito com 48.7% dos
votos, tomou posse em 31 de janeiro de 1951. Durante o seu governo foi criada a
Petrobrás. Diante da agitação política e de um atentado ao líder da oposição e
jornalista Carlos Lacerda, Vargas sofreu pressões de vários segmentos para
renunciar, terminando por suicidar-se em 24 de agosto de 1954, no Palácio do
Catete.
João Café Filho (Café Filho) 1954 –
1955
Nasceu em Natal, Rio Grande do Norte,
no dia 3 de fevereiro de 1899. Eleito deputado federal em 1934 e em 1945, foi,
na Câmara, um dos mais destacados parlamentares, participando ativamente da
vida política nacional. Como resultado de uma coalizão política, foi indicado
pelo PSP candidato a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas. Após a morte
de Vargas, o vice-presidente assumiu. Facilitou ainda mais a penetração do
capital externo, o que descontentou os nacionalistas e o operariado. Café Filho
foi depois ministro do Tribunal de Contas do Estado de Guanabara e faleceu no
Rio de Janeiro em 20 de fevereiro de 1970.
Nereu de Oliveira Ramos (Nereu Ramos)
1955 – 1956
Nasceu em Lajes, Santa Catarina, em 3
de setembro de 1888. Assumiu com a hospitalização do Presidente Café Filho e o
impedimento decretado a seu substituto Carlos Luz, foi empossado Nereu Gomes na
Presidência da República. Seu Mandato se deu sob o estado de sítio e em 31 de
janeiro de 1956 passou o cargo ao presidente eleito Juscelino Kubitschek,
assumindo o Ministério da justiça. Em 1957, deixou este cargo, voltando
ao Senado. Faleceu em 16 de junho de 1958, em um desastre aéreo.
Juscelino Kubitschek de Oliveira (Juscelino
Kubitschek) 1956 – 1961
Nasceu em Diamantina, Minas Gerais, em
12 de setembro de 1902, habilidoso em contornar crises sem muita violência ou
repressão. Encampou o projeto "50 anos em 5", falando em modernizar
amplamente o país. Construiu a Rodovia Belém – Brasília; impulsionou a
indústria automobilística; empreendeu, no setor hidrelétrico, as gigantescas
obras de Furnas e de Três Marias; auxiliou a expansão da Petrobrás. Sua grande
realização, entretanto, foi à fundação de Brasília. Terminou seu mandato
enfrentando uma enorme dívida externa e uma galopante inflação. Entregou a
Presidência em 1961 a Jânio Quadros. No governo de Jânio foi eleito senador por
Goiás. Em 1964 seu mandato foi caçado e seus direitos políticos suspensos por
10 anos. Faleceu em desastre de automóvel quando vinha de São Paulo para o Rio
de Janeiro em 22 de agosto de 1976.
Jânio da Silva Quadros (Jânio Quadros)
1961
Nasceu em Campo Grande, Mato Grosso, em
25 de janeiro de 1917. Com carreira brilhante na política paulista, Jânio apresentou-se
para a eleição com uma força enorme, atraindo votos de todo tipo de eleitor. Já
empossado, não conseguiu contentar estes setores, com uma política econômica de
sacrifícios e uma política externa de independência vista como perigosa.
Renunciou em agosto de 1961, à espera de ser aclamado pelo exército e pela
burguesia. Perdeu seu cargo.
João Belchior Marques Goulart
(João Goulart - Jango) 1961-1964
Nasceu em São Borja, Rio Grande do Sul,
em 1 de março de 1919, vice de Jânio, quase foi impedido de tomar posse.
Adotou-se então um sistema parlamentarista, em que se tirava o centro do poder
das mãos do presidente. Este regime durou até 1963, onde, através de um
plebiscito, Jango recuperou o sistema presidencialista e retomou sua atuação.
Apoiando-se nos trabalhadores, sugeriu reformas de base para diminuir os
abismos sociais do Brasil. Foi visto como representante do perigo comunista e
deposto em 1964. Morreu no exílio no dia 6 de dezembro de 1976, no
município argentino de Mercedes, vítima de um ataque cardíaco.
Movimento Militar de
1964
Marechal Humberto de Alencar Castelo
Branco (Castelo Branco) 1964 – 1967
Nasceu em Fortaleza, Ceará, em 20 de
setembro de 1897.O Supremo Comando da Revolução fez com que o Congresso o
elegesse, em 11 de abril de 1964,assumindo o governo no dia 15 do mesmo mês,
para uma presidência provisória. Seu ministério era formado por membros da
linha dura do exército, e administradores que tomaram para si o projeto de
saneamento das finanças. O presidente ganhou o poder de governar com
decretos-lei, e contava com os Atos Institucionais para tirar a oposição do
caminho. Havia forte repressão às manifestações contrárias às atitudes do
governo. Faleceu em um desastre aéreo, em 18 de julho de 1967, após haver
deixado a Presidência.
Marechal Artur Costa e Silva (Costa e
Silva) 1967 – 1969
Nasceu em Taquari, no Rio Grande do
Sul, a 3 de outubro de 1902. Seu governo representou um período de uma ditadura
ainda mais repressiva. Decretou o Ato Institucional n 5, e fechou o Congresso
por dez meses. Fortaleceu os radicais de a ala militar. Foi afastado da
presidência por uma trombose cerebral. Assumiu uma Junta Militar, que nomeou o
próximo presidente. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 17 de dezembro de 1969,
vítima de um distúrbio circulatório. A partir de sua doença o governo foi
exigido interinamente por uma junta militar composta pelo ministros do Exército,
Marinha e Aeronáutica, que passaram o poder ao Presidente Emílio Garrastazu
Médici.
General Emílio Garrastazu Médici
(Garrastazu Médici) 1969 – 1974
Nasceu em Bagé, Rio Grande do Sul, a 4
de dezembro de 1905. Com a enfermidade do Presidente Costa e Silva, foi
indicado e eleito pelo Congresso Nacional para a Presidência da República.
Governou sob o clima do Milagre Econômico, que entusiasmou a classe média. A
divulgação de seus projetos pela televisão criaram um clima de ufanismo
nacional. A vitória na Copa de 70, por exemplo, foi utilizada como símbolo do
futuro de sucesso do Brasil. Investiu em grandes obras de necessidade duvidosa,
como a rodovia Transamazônica. Ao mesmo tempo, os militares tiveram que
enfrentar a reação de grupos que encontraram na luta armada o caminho de
oposição à ditadura. Os êxitos econômicos do "Milagre" justificaram o
rígido controle político – ideológico, mantido durante o seu mandato. Faleceu
em 9 de outubro de 1985.
General Ernesto Geisel (Geisel)
1974 - 1979
Nasceu em Bento Gonçalves, no Rio
Grande do Sul, no dia 3 de agosto de 1908. Foi lançado oficialmente
candidato à Presidência em 18 e julho de 1973, vencendo o pleito do Colégio
Eleitoral em 15 de janeiro de 1974. Assumiu a presidência logo após a Crise do
Petróleo, que encontrou um Brasil otimista e despreparado para enfrentá-la.
Mesmo assim manteve construção de obras gigantescas, como a ponte Rio-Niterói e
a Usina Nuclear em Angra dos Reis. Iniciou o processo de abertura política,
pressionado pelos opositores e pela opinião pública. Entre suas principais
realização destacam-se o reatamento das relações com a China; o II Plano
Nacional de Desenvolvimento, visando ao desenvolvimento do País; a busca de
novas fontes de energia, realizando o acordo nuclear com a Alemanha e criando
os contratos de risco com a Petrobrás; início do processo de redemocratização
do País. Em 1979, passou o Governo ao General João Batista de Oliveira
Figueiredo.
General João
Batista de Oliveira Figueiredo (1979-1985)
Nasceu no Rio de Janeiro em 15 de
janeiro de 1918. Com o general – exército, foi escolhido pelo seu partido –
ARENA – candidato à Presidência, obtendo a vitória pelo Colégio Eleitoral em 15
de outubro de 1978, prometendo "a mão estendida em conciliação". Como
presidente, discursou na ONU, a 27 de setembro de 1979, onde criticou os autos
juros impostos pelos países desenvolvidos que impediam os demais de
crescerem. Último presidente do regime militar, deu sequência ao processo
de abertura. Em 1979 assinou a Lei de Anistia, que permitia o retorno de
exilados políticos ao Brasil. Governou sobgrave recessão econômica, acompanhada
de numerosas greves. Ao final de seu governo, os políticos da oposição estavam
extremamente prestigiados. Em 1984, foi substituído no Governo por José Sarney,
vice – presidente de Tancredo Neves, eleito indiretamente pelo Congresso
Nacional.
Redemocratização
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa
(José Sarney) 1985 – 1990
Nasceu em Pinheiro, Maranhão, no dia 24
de abril de 1930. Presidente da transição para a democracia, assumiu o cargo
após a morte de Tancredo Neves, que faleceu antes de a tomar posse. Enfrentou
um período de inflação descontrolada através de diversos planos, sendo o Plano
Cruzado o que teve sucesso por mais tempo. Várias concessões políticas a seus
grupos de sustentação impediram a manutenção de uma política econômica austera.
Fernando Collor de Melo 1990 – 1992
Nasceu no Rio de Janeiro, no dia 12 de
agosto de 1949. Primeiro presidente brasileiro eleito por voto direto depois da
ditadura militar e o único, até agora, a sofrer um processo de Impeachment. Foi
com um discurso anti-corrupção e modernizador. Implantou o Plano Collor, que
revoltou a população ao impedir saques de contas particulares e poupanças nos
bancos acima de uma determinada quantia. Abriu o mercado para a entrada de
produtos estrangeiros. Mesmo buscando manter uma imagem de herói junto à
população, sofreu um processo de Impeachment por corrupção e renunciou ao seu
cargo. De volta a Brasília, escolhe São Paulo como domicílio eleitoral e
anuncia a intenção de concorrer para a Prefeitura da cidade em 2000.
Itamar Augusto Cautieiro Franco
(Itamar Franco)1992 – 1994
Nasceu em 1930, abordo de um navio que
fazia a rota Salvador – Rio de Janeiro, e passou a infância em Juiz de Fora,
Minas Gerais. Vice de Fernando Collor de Melo, assumiu a presidência em caráter
definitivo, em 29 de dezembro de 1992, após sua renúncia. Enfrentando novamente
o retorno da inflação, deu início ao processo de desindexação que levou ao
Plano Real, no mandato seguinte. Deixou o mandato em 1 de janeiro de 1995, com
índice de popularidade entre os mais altos da República.
Fernando Henrique Cardoso (FHC) 1994 –
2003
Sociólogo e político carioca, radicado
em São Paulo, nasceu em 18 do junho de 1931, assumiu prometendo vincular o
projeto econômico com o social. Implementou o Plano Real, que reduziu
significativamente a inflação. Iniciou o processo de privatização das empresas
estatais, enfrentando protestos. Conseguiu aprovar no Congresso Nacional várias
emendas à Constituição, inclusive a que permite a sua própria reeleição.
Luiz Inácio Lula da Silva (Lula)
2003 – 2011
Nascido em Garanhuns (PE) em 1945,
filho de lavradores, mudou-se em 1952 para Santos, no litoral do Estado de São
Paulo. Tornou-se metalúrgico aos 15 anos, foi presidente do Sindicato dos
Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e liderou algumas greves
operárias que o projetaram como líder do movimento sindical brasileiro. É
fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual
disputou as eleições à presidência da república, perdendo por três vezes
seguidas e conseguindo se eleger em sua quarta tentativa, no ano de 2002. Lula
bateu recordes de popularidade durante seu governo e uma das marcas de seu
mandato foi à criação de programas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família.
Dilma Rousseff 2011 – 31/08/2016
Economista, nascida no ano de 1947 em Belo Horizonte (MG), tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Brasil, em 2011. Durante o governo do presidente Lula, Dilma assumiu os ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil. Disputou pela primeira vez as eleições à presidência da república no ano de 2010. Seu primeiro mandato foi marcado pela continuidade e ampliação dos programas sociais e também por escândalos de corrupção que acabaram despertando uma onda de protestos da população em todas as regiões do país. Dilma se reelegeu no ano de 2014.
Michel Temer 31/08/2016 a 31/12/2019
Michel Miguel Elias Temer Lulia (Tietê, 23 de setembro de 1940) é um político, advogado, professor universitário e escritor brasileiro, atual presidente da República Federativa do Brasil após a destituição da titular Dilma Rousseff. Desde 1985, é o terceiro vice-presidente membro de seu partido, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que chegou à Presidência da República sem ser eleito diretamente para o cargo. Anteriormente, exerceu também os cargos de presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do estado de São Paulo.
Filho de imigrantes libaneses que chegaram ao Brasil na década de 1920, Temer nasceu e foi criado no interior paulista. Em 1963, graduou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde atuou ativamente na política estudantil. Ao longo da década de 1960, trabalhou como advogado trabalhista, oficial de gabinete de José Carlos de Ataliba Nogueira e em um escritório de advocacia. Ele também lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e na Faculdade de Direito de Itu (FADITU). Em 1974, concluiu um doutorado em direito público na PUC-SP.
Em 1970, Temer começou a trabalhar como procurador do Estado de São Paulo. Em 1978, tornou-se procurador-chefe daEmpresa Municipal de Urbanização de São Paulo. No mesmo período em que era servidor público, trabalhou em escritórios de advocacia. Em 1981, filiou-se ao PMDB. Em 1983, foi nomeado pelo governador Franco Montoro para a Procuradoria-Geral do Estado, permanecendo neste cargo até 1984, quando assumiu a secretaria de Segurança Pública. Em 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte, mas obteve a suplência. Temer acabou tornando-se deputado no decorrer da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1990, concorreu a deputado federal, mas novamente atingiu a suplência, assumindo o cargo posteriormente em 1994. Durante o governo de Fleury Filho voltou a comandar a Procuradoria-Geral do Estado e, poucos dias após o Massacre do Carandiru, foi nomeado secretário de Segurança Pública.
Em 1995, Temer foi escolhido para líder do PMDB na Câmara. Contando com o apoio do governo Fernando Henrique, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados duas vezes. Em 2001, foi eleito Presidente Nacional do PMDB. No segundo mandato de Lula, conseguiu com êxito tornar o PMDB parte da base governista, o que não havia conseguido no primeiro mandato do petista. Em 2009, com o apoio do governo, foi eleito para a presidência da Câmara. Na disputa presidencial de 2010, apesar de não ser o nome preferido dos governistas, conseguiu ser escolhido para candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff. Com a vitória de ambos, foi empossado vice-presidente em janeiro de 2011. No primeiro mandato, foi considerado por si próprio e pelo partido como um "vice decorativo". No segundo, ganhou mais poder ao comandar a articulação política. No entanto, após desentendimentos públicos com a presidente, Temer articulou pessoalmente o apoio ao afastamento de Dilma. Com o impeachment da presidente em 31 de agosto de 2016, Temer assumiu as atribuições presidenciais.
Jair Bolsonaro 01/01/2019 ate 31/12/2022.
Jair Messias Bolsonaro, Nascido em 21 de março de 1955, é um capitão reformado, político e atual presidente do Brasil. Foi deputado federal por sete mandatos entre 1991 e 2018, sendo eleito através de diferentes partidos ao longo de sua carreira. Elegeu-se à presidência pelo Partido Social Liberal (PSL), ao qual foi filiado até novembro de 2019. Três de seus filhos também são políticos: Carlos Bolsonaro (vereador do Rio de Janeiro pelo Partido Social Cristão), Flávio Bolsonaro (senador fluminense pelo PSL e comandante da legenda no estado) e Eduardo Bolsonaro (deputado federal por São Paulo, também pelo PSL). Formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977 e serviu nos grupos de artilharia de campanha e paraquedismo do Exército Brasileiro. Tornou-se conhecido do público em 1986, quando escreveu um artigo para a revista Veja no qual criticava salários de oficiais militares. Por causa disso, foi preso por quinze dias, apesar de ter recebido cartas de apoio de colegas do exército. Foi absolvido dois anos depois. Bolsonaro ingressou na reserva em 1988, com o posto de capitão, para concorrer à Câmara Municipal do Rio de Janeiro naquele ano. Foi eleito vereador pelo Partido Democrata Cristão (PDC), partido que seria extinto em 1993. Em 1990, candidatou-se a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. Foi o candidato mais votado, com apoio de 6% do eleitorado fluminense (464 mil votos), sendo reeleito por seis vezes. Durante seus 27 anos na Câmara dos Deputados, ficou conhecido por ser uma personalidade controversa, por conta de declarações classificadas como discurso de ódio e de suas visões políticas geralmente caracterizadas como populistas e de extrema-direita, que incluem a simpatia pela ditadura militar brasileira e a defesa das práticas de tortura por aquele regime. Em março de 2015, deixou de ser militar da reserva e passou a ser capitão reformado do exército. Bolsonaro foi anunciado como pré-candidato à Presidência do Brasil em março de 2016 pelo PSC. Somente em janeiro de 2018, no entanto, anunciou sua filiação ao PSL, o nono partido político de sua carreira desde que foi eleito vereador em 1988. Sua campanha presidencial foi lançada em agosto de 2018, com o general reformado Hamilton Mourão como seu vice na chapa. Ele se apresentou como um candidato conservador, defensor de valores familiares e de políticas mais rigorosas na área da segurança pública. Sofreu um atentado durante ato de campanha no dia 6 de setembro, recebendo um golpe de faca no abdômen. Em 7 de outubro, Bolsonaro ficou em primeiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, com o candidato Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), em segundo. Foi eleito Presidente da República no segundo turno, em 28 de outubro, com 55,13% dos votos válidos. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)
Luiz Inácio Lula da Silva 01/01/2023 até a presente data.
Luiz Inácio Lula da Silva (nascido Luiz
Inácio da Silva; Garanhuns, 27 de outubro de 1945), mais conhecido
como Lula, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e
político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). É
o 39.º presidente do Brasil desde 2023, além
de ter sido o 35.º presidente da República entre 2003 e 2011.
De origem pobre, migrou ainda criança de Pernambuco para São Paulo com sua família. Foi metalúrgico
e sindicalista, época em que recebeu a alcunha "Lula", forma hipocorística de
"Luís". Durante a ditadura militar, liderou grandes greves de operários no ABC Paulista e
ajudou a fundar o PT em 1980, durante o processo de abertura política. Lula foi uma das principais
lideranças do movimento Diretas Já,
no período da redemocratização, quando iniciou sua carreira
política. Elegeu-se em 1986 deputado
federal pelo estado de São Paulo com votação recorde. Em 1989 concorreu pela
primeira vez à presidência da República, perdendo no segundo turno para Fernando
Collor de Mello. Foi candidato a presidente por outras duas
vezes, em 1994 e em 1998, perdendo ambas as
eleições no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso. Venceu a eleição presidencial de 2002,
derrotando José Serra no segundo turno. Na eleição de 2006, foi
reeleito ao superar Geraldo Alckmin no segundo turno.
O governo Lula teve como marco a
consolidação de programas sociais como o Bolsa Família e
o Fome Zero,
ambos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas como
iniciativas que possibilitaram a saída do país do mapa da fome. Durante seus
dois mandatos, empreendeu reformas e mudanças radicais que produziram
transformações sociais e econômicas no Brasil, que acumulou substanciais reservas internacionais, triplicou
seu PIB per capita e alcançou o grau de investimento.
Após a presidência, Lula
manteve-se ativo no cenário político e passou a ministrar palestras no Brasil e
no exterior. Candidatou-se à presidência nas eleições de 2018, mas teve
a sua candidatura indeferida por ter sido condenado à prisão no
âmbito da Operação Lava Jato, em um julgamento
controverso. Em 2019, foi libertado com base em decisão do Supremo Tribunal Federal, que anulou
paulatinamente suas condenações. Com seus direitos políticos restituídos, candidatou-se à
presidência pela sexta vez nas eleições de 2022 e,
ao vencer Jair Bolsonaro no segundo turno, tornou-se
a primeira pessoa a derrotar um presidente brasileiro candidato à reeleição. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre) .
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